quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Borrões da Noite

Tudo girava dentro do carro, e eu não queria fugir. Vozes gritavam em torno de mim, diziam que era a minha única chance de sobreviver. Mesmo sem entender o que aquilo significada, eu sabia que não queria ser salva daquilo que estavam tentando me manter afastada.
Um impacto me levou direto a cama de um hospital. A dor que eu deveria sentir por todas as partes que estavam cortadas e arranhadas de meu meu corpo, ou a tontura em mimnha cabeça e até o momento do impacto, no instante da colisão , nada se comparava aos buracos que eu sentia no meu peito ao ouvi-lo lutar contra os portões de ferro, jogando seus corpo contra eles, para pode chegar onde eu estava. O portão estava sedendo. As enfermeiras corriam, chamavam a segurança. Não as culpo, elas não sabiam o que estava por entrar por aquela porta, mas de uma coisa eu estava convicta: não seriam alguns seguranças , ou até mesmo um batalhão, que o impediriam. Ele estava determinado. Acho que a única pessoa ali que não tinha medo nenhum era eu. Eu sabia que era a mim que ele queria, e eu não estava disposta a lutar, ou a tentar impedi-lo de alguma forma. Eu conhecia seus desejos, sua vontades incontroláveis e muitas vezes incessáveis, e nem eu podia fazer algo para dete-las, e naquele momento eu apenas queria a mesma coisa que ele. Senti uma frio na barriga, e percebi que era medo , mas de quê ? eu não sabia , eu não teria motivos pra isso, teria ? Então o vi entrar ferozmente pela porta, compreendi meu medo, entendia que não era medo por mim, eu havia compreendido seus planos , e vi que as únicas razões que me fariam ter medo seriasm as consequências, fiquei imaginando se a minha vida valia pela de tantas outras. Mas era tarde , isso não afetaria em nada, ele já havia matado muita gente e faria isso de novo se fosse preciso , ele nunca fora muito são de seus atos, e isso não mudaria num momento como aquele.
Foi hipnotizante olhar em seus olhos. Eles me levaram a um lugar que eu já havia estado antes. Mas cada vez que fazia a viagem através de seu olhar era como se fosse primeira e única vez.
Ele se aproximou da cama onde me encontrava e susurrou :
- meu amor...
Embora seus olhos dissessem tantas coisas mais , eu que sou uma reles mortal, sou incapaz de descreve-las em palavras.
Ele olhou meu corpo completamente ferido, me pegou delicadamente no colo, e saiu correndo comigo por um longo corredor, onde mergulhamos na escuridão da noite, no infinito de tudo, afogados em um só sentimento, prepardos pra nunca mais voltar.


-Não há muralhas que ficarão de pé diante daquele que tem amor e fé.

Um comentário:

  1. Ficou bem interessante, se bem que não é muito para mim ^^'
    Mas fora isso ficou bem interessante , continue assim!
    bjs;*

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